Recorte 39

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Em Valência, na Espanha, todos os anos acontece o caos. Ao longo de 360 dias, com um trabalho ritmado como o de uma escola de samba, a população local constrói esculturas com até 40 metros de altura, feitas em papel marchê e de detalhismo que chega a assombrar as vistas. O destino final de cada uma delas é o mesmo: o incêndio. Queima-se com festa o trabalho de uma vida, em questão de minutos os milagres de papel viram uma névoa preta que cobre toda a cidade.

Parece estupidez dedicar tanto trabalho apenas para destruí-lo, mas, pense bem, não é o que estamos fazendo o tempo inteiro? Casamos pensando em divórcio, estagiamos pensando em aposentadoria, comemos pensando em dieta, emagrecemos pensando em comida. Melhor seria fazer como os valencianos: celebrar a destruição de tudo e apenas rir de como ser humano é ser estúpido.

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