Recorte 43

Recorte-46

Ontem cantei com uma das minhas cantoras preferidas. Um dueto de sonho, que nem enquanto eu dormia me ocorreu, mas que ali, diante de mim, aconteceu como se fosse natural. Tulipa Ruiz fazia seu show na Caixa Cultural de Brasília e eu respeitava a solenidade palc0-plateia, como se ela fosse uma deusa intocável no altar. Foi ela que decidiu descer do pedestal. Apenas me viu dançar e me passou o microfone, como se fôssemos amigas antigas, como se estivéssemos em casa. Eu cantei o refrão enquanto ela rebolava diante de mim. E no fim vieram os aplausos, ela subiu no palco e voltou para sua vida, provavelmente já esquecida de mim. Eu não me esquecerei dela.

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