Entrecapítulo 23/24

Recorte-63

Eu escrevia mensagens de texto românticas a Guilherme ao mesmo tempo em que discutíamos sobre a importância do movimento feminista. Dani se sentava em um banco paralelo ao meu, preferencial para grávidas, embora ela não tivesse nem sombra de uma barriga. Ela olhava para cima e via através da janela vedada o sol de uma da tarde que torrava a todas nós.

        – Sol? Posso te pedir um favor?

        – Claro.

        – Você quer ser madrinha do meu filho?

        Deixei o celular e o queixo caírem no chão.

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